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Meu Livro
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Sumaya Sexta-feira, Abril 30, 2004 Teste postado por: Isa 9:37 AM Quero saber sua opinião: Segunda-feira, Abril 26, 2004 1. "Escrevi pra você, você não respondeu, também não respondi quando você me escreveu...". O som estava ambiente, Legião Urbana, uma das minhas bandas prediletas. Era um daqueles dias perfeitos meus pais estavam viajando, estava sozinha, escutando música, falando no telefone, as luzes apagadas, tudo perfeito. Até que batem na porta, em um primeiro momento fingi não escutar, insistem e ainda gritam pelo meu nome, deve ser importante pensei, pedi um momento no telefone e fui ver o que era. Era a Júlia a menina que morava na casa 10, tinha os seus nove anos, cabelos escuros, olhos claros, era a criança mais bonita daquela vila. Ela me cutucava impacientemente falando que a Dona Sumaya havia passado mal. Corri para o telefone e disse que depois retornaria a ligação. Fui ao encontro de Júlia e juntas fomos ver a Dona Sumaya. Entramos na casa 10, uma das casas mais bonitas da vila, a casa sempre muito arrumada. Passamos pela sala, pelo corredor e chegamos a um dos quartos. Paredes pintadas de salmon, móveis rústicos, uma cama de casal, uma cômoda, um guarda-roupa, olhando tudo em volta, me pego com o olhar fixo em um objeto, parecia um caderno, muito grosso, estava aberto, as folhas já estavam meio amareladas, sim era ele o diário de Dona Sumaya, o famoso diário, ninguém nunca o tinha visto, era muito falado por todos da vila, fiquei paralisada ali por alguns segundos, parecia sonhar e só acordar quando escutei a voz doce de Júlia me chamando. Gabriela, Gabriela!!! Respondi o que foi? Ela disse, vovô adormeceu. Perguntei o que havia acontecido ela me respondeu que Dona Sumaya havia se sentido tonta, via tudo branco pela frente e resolveu se deitar e que ela estava muito preocupada porque sua vó estava sentido isso constatemente. Disse que Dona Sumaya deveria procurar um médico e fiquei de conversar com ela assim que acordasse. Júlia pediu para eu olhar Dona Sumaya enquanto ela tomava banho. Respondi que tudo bem. Eu, Dona Sumaya e o famoso diário. Dona Sumaya dormia como um anjo, o diário estava ali me olhando, ou melhor, eu estava ali olhando para ele, completamente paralisada. Então decidi levar o diário comigo, daria uma olhada e devolveria no máximo no dia seguinte. Eu estava com uma blusa dessas de malha, pensei rápido e antes que Júlia voltasse escondi o diário em baixo da blusa. Júlia voltou correndo. Disse ter escutado um barulho, provavelmente eu fiz algum barulho enquanto pegava o famoso diário. Já eram 23h e resolvi ir embora. Júlia me levou até a porta, assim que me despedi fiquei novamente paralisada, eu ali em pé na calçada, pensando como eu, pude pegar um objeto tão precioso para Dona Sumaya. Fui caminhando em direção a casa 12, a última casa da vila, a casa da minha família, a maior casa, talvez porque meu bisavô construiu assim, acho que ele já sabia que a nossa família nunca sairia dali. Continuava perplexa, caminhando em direção a minha casa. De repente alguém segura o meu braço, com o susto acabei deixando o diário cair. Era Rodrigo, meu namorado, tinha ficado preocupado pois eu desliguei o telefone sem muitas explicações. Não sabia o que fazer, se abraçava o meu namorado ou se pegava o diário e as folhas que haviam se espalhado pela calçada. Decidi pela 2º opção. Ele me encheu de perguntas sobre o tal objeto. Fiquei meia sem jeito, desconversei e corri para dentro de casa para guardar o diário. Rapidamente escondi o diário no fundo do meu armário. Voltei para rua, beijei Rodrigo e disse que estava tudo bem e que no outro dia explicaria o que tinha acontecido. Usando a desculpa que estava cansada e queria dormir, pedi para ele ir embora. E não era mentira, realmente estava cansada, no dia seguinte era o último dia de aula do semestre e tinha uma prova que não era fácil. Entrei, tomei um banho, escovei os dentes e fui dormir. Antes, peguei o diário o botei ao meu lado. Dormi abraçada ao diário. postado por: Isa 10:24 PM Quero saber sua opinião:
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